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Audiência sugerida por Mário Heringer debate febre amarela Destaque

O deputado federal Mário Heringer (PDT-MG) presidiu, nesta quinta (06), audiência pública para debater a respeito do surto de febre amarela em Minas Gerais e no Brasil. Participaram representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Nacional de Saúde (CNS). A audiência aconteceu na Câmara dos Deputados.

“Gosto muito do trabalho da Fiocruz e acredito ser muito relevante mostrar o trabalho de pesquisa que temos no Brasil. É preciso prevenir não apenas na hora da crise”, defendeu Mário Heringer em entrevista após o debate, que durou cerca de duas horas.

Mário Heringer questionou representantes do Ministério da Saúde a respeito do fracionamento da vacina contra febre amarela e a adoção de dose única para evitar a doença. Também levantou a questão de restrição da vacina às pessoas com mais de 60 anos.

Renato Vieira Alves, do Ministério da Saúde, esclareceu que o fracionamento faz parte de um plano de contingenciamento do governo e a eficiência da vacina não fica comprometida, apenas tem duração diminuída. Sobre a dose única, ele explicou que a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é recente, de 2014, por isso, o país ainda não havia adotado a medida. “Naquele momento (de recomendação da OMS) não havia evidências suficientes para adotarmos a dose única. Agora, sim”.

Alves ainda lembrou que 90% dos casos notificados de febre amarela ocorreram entre novembro do ano passado e abril deste ano, ou seja, neste momento há diminuição de notificações. Os mais suscetíveis à doença, explicou ele, são homens em idade produtiva. Já sobre a questão da vacinação em pessoas com mais de 60 anos, disse haver apenas uma recomendação.

O deputado federal também lembrou sobre a possibilidade de contágio por pessoas que já tiveram a doença, chamados casos recidivos, em Manhuaçu, na Zona da Mata Mineira. São quatro pessoas internadas na cidade com suspeita. “Estamos em contato permanente com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas para acompanhar a investigação destes possíveis casos (recidivos)”, assegurou o representante do Ministério da Saúde.

Participantes

Márcia Chame, da Fiocruz, lembrou que a doença chegou ao Brasil com o tráfico de escravos para as américas e considerou a hipótese da incidência estar associada à estiagem. Sobre os desafios, ela ressaltou a necessidade de investimentos em pesquisas. “É preciso investir a longo prazo. A capacidade de diagnóstico está cada vez mais cara, pois dependemos de insumos de fora”.

Kandice Falcão, do Conasems, afirmou serem cinco o número de Estados com incidência de febre amarela. Já Oriana Bezerra (CNS), destacou a importância da realização da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que acontece entre 21 e 24 de novembro.

Última modificação emQuinta, 06 Abril 2017 16:58
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